Uruguai detém dois enfermeiros suspeitos de matar pacientes

Segundo investigação, funcionários de hospitais podem ter dado veneno trazido do Brasil para doentes em estado crítico

iG São Paulo |

Dois enfermeiros foram detidos como suspeitos pela morte de ao menos 50 pessoas internadas em centros de terapia intensiva nos últimos dois anos.

AP
Hospital público Maciel, em Montevidéu, onde enfermeiros teriam matado pacientes
A polícia uruguaia abriu uma investigação sobre a morte induzida desses pacientes em dois hospitais. Ao jornal uruguaio El Obervador o investigador Jose Luis Roldan disse que a polícia suspeita de que os enfermeiros tenham trazido veneno do Brasil e dado a pacientes em estado crítico.

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Segundo o juiz Rolando Vomero, que supervisiona o caso, a equipe do hospital e parentes das vítimas alertaram para o fato de que os casos podem ser mais do que 50. A Justiça uruguaia estima que sejam  50 assassinatos enquanto a polícia fala em cerca de 200.

Ao jornal uruguaio El País, fontes judiciais disseram que as vítimas não eram pacientes terminais e seus falecimentos foram “inesperados”.

Os detidos reconheceram a autoria em dezenas de casos nos últimos dois anos e alegaram “razões humanitárias”. Tanto a Justiça quanto a polícia do Uruguai suspeitam que “se tratavam de pacientes que demandavam muita atenção”.

Investigação

A chamada Operação Anjos, que investiga as ações dos enfermeiros nos hospitais, começou há dois meses depois de uma denúncia anônima. Segundo a imprensa uruguaia, as mortes ocorreram em duas instituições médicas, o Hospital Maciel e a Associação Espanhola.

O ministro de Saúde Pública do Uruguai, Jorge Venegas, não fez declarações sobre o caso, mas a expectativa é que se pronuncie através de comunicado nos próximos dias.

*Com AP

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