MONTEVIDÉU (Reuters) - A Justiça uruguaia concedeu na sexta-feira a extradição para a Argentina de seis militares acusados de violar os direitos humanos durante a ditadura. Antes de serem extraditados, os militares terão de completar os processos e cumprir as penas pendentes no país. Os militares da reserva José Nino Gavazzo, Jorge Silveira, Ernesto Ramas, Ricardo Medina, José Arab e Gilberto Vázquez estão presos no Uruguai desde 2006 por crimes cometidos durante a ditadura que governou o país entre 1973 e 1985.

Em março deste ano, em meio às investigações, a Justiça os condenou a entre 20 e 25 anos de prisão.

Os quase 200 uruguaios desaparecidos durante a ditadura foram sequestrados em sua maioria na Argentina, em operações conjuntas com as forças de segurança do país.

De acordo com a decisão da suprema corte uruguaia, os militares não poderão ser julgados pelo desaparecimento de pessoas em casos nos quais já sejam investigados.

Entre os casos pelos quais eles podem ser julgados está o sequestro e assassinato da nora do poeta argentino Juan Gelman, María Claudia Irureta Goyena, que desapareceu junto com o filho do escritor quando estava grávida.

A defesa dos militares podem recorrer da decisão.

(Reportagem de Conrado Hornos)

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