Daca, 29 dez (EFE).- Pouco mais de 81 milhões de eleitores foram convocados hoje às urnas em Bangladesh, nas primeiras eleições legislativas desde outubro de 2001, que se realizam após um período de estado de exceção de quase dois anos.

Os colégios eleitorais, 35.216 em todo o país, abriram suas portas às 8h desta segunda-feira (0h de Brasília) e fecharão às 16h (8h) para esta nova eleição ao Parlamento desde a independência do país em 1971.

Segundo dados da Comissão Eleitoral, 39 partidos concorrem no pleito, nos quais 1.555 candidatos buscam ocupar os 300 assentos do Parlamento unicameral bengalês.

Só 60 dos candidatos são mulheres, como são as duas grandes líderes da cena política do país e principais aspirantes à Chefia do Governo: Sheikh Hasina e Khaleda Zia.

Hasina, filha do "pai da nação" bengalês, lidera a Liga Awami, que lidera um bloco de partidos de esquerda ao qual se uniu a legenda do ex-ditador Hossein M. Ershad.

Zia, viúva do ex-presidente e general Ziaur Rahman, preside o conservador Partido Nacionalista de Bangladesh (BNP), principal de uma aliança de quatro legendas que inclui os islamitas do Jamaat-e-Islami.

Além disso, a lei reserva outras 45 cadeiras (a câmara tem um total de 345) para mulheres em uma sociedade onde são ainda muito discriminadas.

A principal missão de observadores estrangeiros é a da União Européia, que destacou uma equipe de 150 membros por todo o país.

EFE ja/ma

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