Uribe visita países da região para falar de terrorismo

O presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, inicia nesta terça-feira uma viagem por sete países latino-americanos para conversar com os demais dirigentes sobre terrorismo e assuntos relacionados à União de Nações Sul-Americanas (Unasur), informou o governo em Bogotá nesta segunda-feira.

AFP |

Uribe visitará Peru, Chile, Brasil, Paraguai, Argentina, Bolívia e Uruguai, precisou um comunicado da presidência. O presidente será acompanhado por seu ministro das Relações Exteriores, Jaime Bermúdez.

A viagem acontece depois que os presidentes do Brasil, Luiz Inacio Lula da Silva, e do Chile, Michelle Bachelet, pediram a Uribe maiores esclarecimentos a respeito do acordo que a Colômbia negocia com os Estados Unidos para que Washington use três bases militares colombianas para a luta contra o narcotráfico e o terrorismo.

Lula e Bachelet propuseram publicamente que Uribe explique o acordo ao Conselho de Defesa Sul-Americano durante a Cúpula das Nações Sul-Americanas (Unasul) do próximo dia 10 de agosto, em Quito, mas o líder colombiano rejeitou a sugestão.

A viagem de Uribe e de seu chanceler será "prudente em declarações à opinião pública", destacou o comunicado do governo colombiano, qualificando a missão de "muda".

O comunicado não detalha as datas das entrevistas, mas esclarece que ainda serão definidos "os horários das audiências" com os presidentes de Argentina, Bolívia e Uruguai.

O anúncio da negociação do acordo entre Colômbia e Estados Unidos revoltou os governos de Venezuela, Equador e Nicáragua, que receberam o apoio de La Paz na questão.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, "congelou" as relações com a Colômbia após Uribe denunciar que a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) tinham armas anticarro vendidas pela Suécia à Venezuela em 1988.

As relações entre Colômbia e Equador também estão abaladas, após Bogotá apresentar um vídeo, gravado em maio de 2008, no qual o comandante militar das Farc Jorge Briceño, mais conhecido como 'Mono Jojoy', revela uma "ajuda em dólares" da guerrilha colombiana "para a campanha eleitoral de Correa".

A gravação foi encontrada em uma batida feita em um apartamento de Bogotá, durante a qual a polícia capturou Adela Perez Aguirre, a "Camila", que pertencia à Frente Antonio Narino das Farc, segundo o Ministério Público colombiano.

Correa foi eleito em 2006 para governar por quatro anos, mas graças a uma reforma constitucional promovida por seu governo, apresentou-se em eleições antecipadas em abril, conseguindo um segundo mandato, até 2013, e que começará no dia 10 de agosto.

O suposto financiamento das Farc envolveria a eleição de 2006.

pro/sd/LR

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