Uribe visita Lula para explicar acordo militar com EUA

BRASÍLIA - O governante colombiano, Álvaro Uribe, visitará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na quinta-feira, para explicar o acordo militar com os Estados Unidos, que causou atritos com a Venezuela, informaram porta-vozes da presidência da República, nesta segunda-feira.

EFE |


As fontes explicaram à Agência Efe que o presidente colombiano deve chegar na própria quinta-feira à tarde, para ser imediatamente recebido por Lula.

A intenção do encontro é que o presidente brasileiro tenha informação de primeira mão para levar à Cúpula da União de Nações Sul-americanas (Unasul), que será realizada na próxima semana no Equador.

Esse país e a Colômbia mantêm as relações diplomáticas rompidas desde março de 2008 por causa de um bombardeio colombiano a um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano.

A Colômbia é membro da Unasul, mas Uribe antecipou que não participará do encontro no qual se abordará um acordo atualmente em negociação para que os Estados Unidos possam usar bases militares no país.

O acordo foi anunciado após os Estados Unidos abandonarem a base equatoriana de Manta, antes de vencer no fim do ano um contrato de dez anos com o Equador, cujo governo decidiu não renovar.

Equador, Brasil e Chile, entre outros países sul-americanos, expressaram sua preocupação com a possibilidade de tropas dos Estados Unidos se assentarem em território colombiano.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, insistiu neste fim de semana em que o novo acordo militar entre Estados Unidos e Colômbia seja "melhor explicado", pois amplia a presença de tropas alheias à região e cria uma "situação nova".

De acordo com Amorim, a Colômbia "é um país soberano e tem direito de fazer o que quiser em seu território, mas se trata de uma presença militar importante na vizinhança, que causa "preocupação".

O chanceler afirmou que é necessário dar "mais explicações", pois "na região é importante ter transparência e clareza e talvez isso tenha faltado".

No caso do Brasil, Amorim ressaltou que "preocupa uma presença militar forte, cujo objetivo e capacidade parecem ir muito além do que possa ser a necessidade interna da Colômbia".


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