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Uribe revisará libertação de guerrilheiro das Farc

Bogotá, 4 abr (EFE) - O presidente colombiano, Álvaro Uribe, anunciou hoje em Bogotá que seu Governo revisará o benefício da libertação concedido em 2007 a Rodrigo Granda, líder guerrilheiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) conhecido como o chanceler. Uribe considerou que o país e o Governo devem se questionar se o senhor Granda está cumprindo o requisito da lei de que gozaria de liberdade para ser gestor da paz, ou simplesmente se reintegrou ao crime. É uma pergunta que teremos que nos fazer (...

EFE |

) para ver quais decisões vamos tomar", afirmou o chefe de Estado na Pontifícia Universidade Javeriana, a qual visitou para proferir uma palestra a estudantes deste centro educacional jesuíta.

Ele lembrou que colocou Granda em liberdade por um pedido feito pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, para que o chefe das Farc se vinculasse com as gestões de um acordo humanitário que permita a troca de reféns por 500 rebeldes presos.

Granda, do chamado Comitê Internacional da guerrilha, tinha sido detido em dezembro de 2004 em uma operação secreta em Caracas, o que gerou uma crise diplomática com a Venezuela. O "chanceler" foi solto em 4 de junho do ano passado.

Após uma breve estadia na sede do Episcopado colombiano em Bogotá, o insurgente viajou para Cuba, país que o acolheu de maneira oficial, e depois foi à Venezuela, para gestões relacionadas com a busca da troca humanitária.

"Quando eu o libertei, eu presumi de muito boa fé que esse pedido que me foi feito pelo presidente Sarkozy (de libertar Granda) era porque havia algum avanço no acordo humanitário", ressaltou Uribe.

Agora, "o problema jurídico (de Granda) se complicou", disse o presidente, ao se referir à ordem internacional de detenção deste rebelde emitida no dia 2 em Assunção pelo juiz que acompanha o caso do seqüestro e assassinato de Cecilia Cubas, filha do ex-presidente do Paraguai Raúl Cubas (1998-1999).

Não se sabe o local no qual Granda está. Na quinta-feira, ele anunciou em uma nota conjunta com Jesús Santrich, chefe rebelde do caribe colombiano, que as Farc não farão mais entregas unilaterais de reféns.

Na mensagem, divulgada no site da "Agência Bolivariana de Imprensa" ("ABP"), ambos ratificaram que a entrega dos seqüestrados depende da negociação de um acordo de troca de reféns por rebeldes presos em uma zona desmilitarizada. EFE jgh/db

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