Uribe recebeu possível localização de Ingrid Betancourt de missão francesa

PARIS- A missão humanitária organizada pela França para prestar atendimento médico à ex-candidata à presidência da Colômbia Ingrid Betancourt, refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) há mais de seis anos, deu às autoridades colombianas informações sobre onde acredita que ela esteja, afirmou nesta quinta-feira o presidente colombiano, Álvaro Uribe.

EFE |


"A missão nos deu informações, e nos disse onde acredita que Ingrid Betancourt esteja presa", disse Uribe, em entrevista transmitida hoje pela televisão francesa "France 3".

Perguntado sobre a gravidade do estado de saúde da refém, Uribe disse ainda não ter nenhuma confirmação. "Não temos nenhuma confirmação das más notícias que circularam na semana passada", disse o presidente colombiano. Uribe explicou que o exército e a polícia foram à selva, visitaram muitos lugares e falaram com muita gente.

Avião chega a Bogotá

O avião da missão humanitária organizada pela França para a libertação Ingrid Betancourt está na base aérea militar de Catam, em Bogotá, informou a rádio "Caracol". A aeronave se encontra estacionada "à espera de um plano de vôo", provavelmente para ajudar Betancourt. O objetivo oficial da missão é tentar contatar as Forças Armadas Farc e conseguir acesso à franco-colombiana, para oferecer cuidados médicos.

A emissora de rádio colombiana informou que o avião chegou às 1h20 (3h20 de Brasília) e que a missão inclui dois médicos e dois diplomatas.

O avião, um Falcon 50, partiu na quarta-feira de uma base militar nos arredores de Paris e fez escala na ilha francesa da Martinica durante a noite, antes de seguir viagem à Colômbia, segundo fontes oficiais francesas.

Fontes próximas ao caso em Paris confirmaram à Agência Efe que, até o momento, as Farc não se pronunciaram sobre o acesso da missão humanitária a Betancourt.

A missão tem o apoio de Espanha e Suíça, que formam com a França o grupo de países "facilitadores" que há anos tentam mediar a favor de uma troca humanitária entre os reféns políticos das Farc e guerrilheiros presos.

As autoridades colombianas, que prometeram suspender as operações militares na zona onde operará a missão, informaram que receberam um pedido da França para aterrissar no aeroporto de San José del Guaviare, no sudeste da Colômbia.

Espanha e França cautelosas

Sarkozy afirmou nesta quinta-feira, em Bucareste, ter notícias sobre a missão lançada pela França, mas se negou a dar detalhes.

Mantendo a mesma atitude, o premiê espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, pediu "máxima prudência" ante esta missão, na qual a Espanha participa junto com a França e a Suíça para tentar libertar os reféns das Farc.

"Devemos ter a máxima prudência para que a missão humanitária possa ser concluída com êxito", afirmou Zapatero em coletiva de imprensa à margem da cúpula da Otan.

"Tenho notícias, mas levando em conta a delicadeza desse tema, não quero dizer nada. A missão já partiu", comentou, laconicamente, Sarkozy durante uma coletiva conjunta com a chanceler alemã Angela Merkel.

Entenda o caso

Ingrid Betancourt, 46 anos, é uma senadora franco-colombiana seqüestrada durante sua campanha à presidência da Colômbia. Ela está em poder das Farc desde 23 de fevereiro de 2002 e é uma das 39 reféns que a guerrilha pretende trocar por 500 insurgentes presos em uma negociação de um acordo humanitário com o governo colombiano.

(Com Efe e France Press)

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