Uribe pode cancelar proposta de referendo que ratificaria sua reeleição

Bogotá, 5 jul (EFE).- O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, estuda a possibilidade de cancelar sua proposta de convocar um referendo que ratifique sua reeleição, ocorrida em 2006, disse hoje seu conselheiro José Obdulio Gaviria.

EFE |

O assessor presidencial declarou à "Rádio Caracol" que não se justifica a convocação de um referendo para rever a reeleição, após a declaração da Corte Constitucional, na última quinta-feira, no sentido de que não era necessário revisar a reforma constitucional de 2005 que permitiu que Uribe se candidatasse pela segunda vez.

No entanto, Gaviria explicou que a decisão depende da análise que o presidente e seus assessores fizerem da decisão do tribunal constitucional, que respondeu a um pedido da Corte Suprema de Justiça, para quem a reforma da lei de forma a permitir a reeleição foi feita com base em um "desvio de poder" do Executivo.

No último dia 26 de junho, a Corte Suprema de Justiça colombiana condenou a mais de 3 anos de prisão a ex-congressista Yidis Medina, cujo voto garantiu, em 2005, a reforma constitucional que permitiu a nova candidatura de Uribe.

No mesmo dia, o Supremo pediu à Corte Constitucional que investigasse se a reforma se ajustou às normas legais ou foi realizada sob pressão, o que suscitou uma enérgica reação por parte de Uribe, que por sua vez anunciou que pediria ao Legislativo que convocasse o referendo.

Segundo a Corte Suprema, a reforma sobre reeleição já foi examinada legalmente e, por isso, não cabe nenhum recurso.

Entretanto, o assessor Gaviria disse que "não pode ficar na mente da história a dúvida sobre a origem ou a legitimidade da origem do mandato do presidente Uribe".

Yidis Medina, ex-membro da Câmara de Representares pelo departamento de Santander, denunciou há três meses que funcionários de Governo do presidente Uribe lhe ofereceram cargos estatais em troca de seu voto.

Por sua vez, os funcionários estatais afirmaram que foi a ex-parlamentar quem pediu contratos e postos públicos para pessoas próximas. EFE gta/rb/gs

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