Uribe pede que Colômbia seja tratada com respeito em campanha americana

Bogotá, 5 abr (EFE).- O presidente colombiano, Álvaro Uribe, pediu hoje que qualquer referência à Colômbia seja objetiva e com respeito na campanha eleitoral dos Estados Unidos, e lembrou os progressos do país nos direitos humanos.

EFE |

"Pedimos aos EUA que nesta campanha eleitoral qualquer referência à Colômbia seja objetiva e, além disso, com respeito", disse Uribe durante um conselho de Governo no departamento de Magdalena.

O governante afirmou ainda que a Colômbia "deu mostras de ser um país totalmente respeitoso" e que merece respeito.

"Este é um país que trabalha com dignidade e que, por isso, reivindica que seja tratado com respeito", assinalou.

Além disso, afirmou que a Colômbia tem aliados, mas "nunca pediu aos Estados Unidos que por ser aliado (...) seja um cúmplice".

Uribe disse que sua administração está fazendo muitos esforços em relação aos direitos humanos, e assinalou que o número de assassinatos de sindicalistas caiu significativamente.

"Não comentem sobre violação dos direitos humanos, porque somos os primeiros a reconhecê-las e a solucioná-las", destacou o governante.

"Não pedimos a ninguém para esconder nossos problemas, porque nós somos os primeiros a reconhecê-los e a buscar uma solução para eles", afirmou.

Uribe enfatizou ainda a necessidade de o Congresso dos Estados Unidos aprovar o Tratado de Livre-Comércio (TLC) entre os dois países, porque geraria um investimento que poderia ser usado para enfrentar problemas estruturais da Colômbia.

O presidente colombiano vai se reunir amanhã com a representante Comercial dos EUA, Susan Schwab, e com uma comissão de 11 congressistas - oito democratas e três republicanos.

Uribe pretende no encontro reiterar os avanços da Colômbia na proteção dos direitos humanos e explicar os benefícios que as duas nações receberiam com o acordo comercial.

Os dois países negociaram esse tratado entre maio de 2004 e fevereiro de 2006, e o assinaram em novembro deste último ano.

O TLC precisa ser ratificado pelo Congresso americano, mas a maioria do Partido Democrata disse que, para isso, a Colômbia precisa melhorar sua situação em relação aos direitos humanos e às garantias sindicais. EFE ocm/mh

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