Uribe pede que atos de violência na Colômbia sejam levados à ONU

Bogotá, 3 jun (EFE).- O presidente colombiano, Álvaro Uribe, ordenou hoje levar ao conhecimento de organismos internacionais como a ONU todos os incidentes de violência gerados pelas guerrilhas e os paramilitares, e voltou a chamar a atenção das Forças Militares sobre o sequestro de um vereador.

EFE |

O presidente disse durante uma cerimônia de graduação de oficiais do Exército em Bogotá que faltou "beligerância" a seu Governo para denunciar as falsas acusações contra militares.

Uribe ordenou também ao Ministério da Defesa que denuncie a cada dia perante as Nações Unidas e outros organismos internacionais todo ato de violência que seja cometido na Colômbia por grupos armados ilegais, como as guerrilhas e os paramilitares.

"Temos que tornar isso conhecimento diário, uma ou duas vezes por semana, desses organismos internacionais, em um formato nosso", ressaltou.

Na mesma cerimônia, chamou a atenção das Forças Militares por permitirem que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) tenham sequestrado na sexta-feira passada o vereador Armando Acuña, do município de Garzón, em um ataque em que quatro pessoas morreram.

"Por que confiam? O que acontece em Garzón? Se há dois batalhões do Exército e um da Polícia, por que não previram um anel de segurança, uma comunicação, um plano para evitar que em um momento desse isso acontecesse?", afirmou Uribe.

O presidente indicou que é "um compromisso fundamental" o resgate de Acuña.

O chefe do Estado lamentou que as Farc tenham conseguido tomar como refém Acuña, em uma tentativa de sequestro dos 15 vereadores do município em que foram mortos um soldado, um policial e dois civis.

EFE fer/rr

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