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Uribe pede paciência na Unasul e diz que Colômbia é país de instituições

Bogotá, 17 set (EFE).- O presidente colombiano, Álvaro Uribe, pediu hoje muita paciência dentro da União de Nações Sul-americanas (Unasul) nos próximos debates e disse que a Colômbia é um país de instituições depois de ser perguntado sobre se seu Governo decidiria deixar a entidade.

EFE |

"Nós estamos em instituições multilaterais, a Colômbia é um país de instituições nos âmbitos interno e internacional", declarou Uribe a jornalistas quando perguntado sobre se avalia sair da Unasul devido às fortes divergências com alguns dos países do bloco.

"O fato de que haja discussões nestas instituições, de que a Colômbia apresente seus pontos de vista, me parece correto para o que é a razão de ser destas instituições", acrescentou o presidente.

O ministro da Defesa colombiano, Gabriel Silva, afirmou ontem que seu país não descarta abandonar a Unasul caso não encontre nos outros membros do organismo "sensibilidade" em relação aos temas que preocupam a Colômbia.

"Se não vemos preocupação com o narcotráfico e o crime organizado, se não há sensibilidade por esses temas, caberia avaliar" a saída da Unasul, disse o ministro.

Silva falou que o Governo de Uribe ainda tem esperança de "endireitar o caminho", mas insistiu em que na reunião de ministros da Defesa e das Relações Exteriores da Unasul realizada na terça-feira em Quito "não houve sensibilidade suficiente" quanto aos temas que preocupam a Colômbia.

O encontro foi convocado fundamentalmente para analisar o convênio pelo qual tropas americanas poderão utilizar bases militares em território colombiano, mas terminou sem consenso e sem acordos concretos.

O pacto militar entre Colômbia e Estados Unidos, que ainda não foi assinado, gerou mal-estar em alguns países sul-americanos.

Ontem, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, declarou que o Governo da Colômbia "ficou totalmente isolado" na Unasul ao se negar a explicar o alcance do convênio militar com os EUA.

O Governo colombiano já disse várias vezes que a divulgação dos detalhes desse acordo dependerá "da existência de simetria", ou seja, de que outras nações tenham a mesma conduta em relação a seus respectivos pactos militares. EFE mb/bba

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