Brasília, 23 mai (EFE).- O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, pediu hoje compreensão e solidariedade a seus colegas sul-americanos por não aderir ao Conselho de Defesa regional proposto pelo Brasil, decisão que atribuiu à situação que seu país vive atualmente.

Em breves declarações a jornalistas após a cúpula de presidentes da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), realizada hoje em Brasília, Uribe explicou as razões que levaram a Colômbia a ficar de fora do órgão de defesa.

"Estamos pedindo que se entenda que estamos lutando para defender nossa democracia", disse Uribe, após ressaltar que conhece as diferenças de critério sobre o tema na região.

O chefe de Estado acrescentou que a Colômbia enfrenta grupos que usam a violência, detonam bombas e atentam contra a vida de mulheres e crianças.

Ainda segundo ele, as pessoas que recorrem a essas práticas "são consideradas terroristas em qualquer parte do mundo".

O Governo colombiano luta há décadas contra grupos guerrilheiros como as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o Exército de Libertação Nacional (ELN), em um conflito no qual também já estiveram envolvidos paramilitares e quadrilhas de traficantes.

Sobre as opiniões de que seria melhor reconhecer os guerrilheiros como integrantes de organizações políticas beligerantes, Uribe disse que o caso da Colômbia é diferente do de outros países, em que, por exemplo, existiram grupos armados que combateram ditaduras.

Na Colômbia, esses grupos que, em algum momento, tiveram um conteúdo ideológico estão desvirtuados e hoje "são mercenários", acrescentou. EFE ol/sc

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.