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Uribe oferece recompensas, mas não anistia, a rebeldes que desertarem

Bogotá, 10 dez (EFE) - O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, reiterou hoje que o Governo colombiano libertará e dará recompensas aos guerrilheiros que abandonarem a luta armada, inclusive os que tiverem cometido crimes graves, mas alertou para que estes não poderão ser anistiados. Uribe fez o anúncio depois que o ex-guerrilheiro Wilson Bueno Largo, conhecido como Isaza, viajou na terça-feira à noite a Paris. Em outubro, ele ajudou o ex-parlamentar Óscar Tulio Lizcano a fugir, após oito meses em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

EFE |

O ex-insurgente, que estava há 14 anos na guerrilha, recebeu uma recompensa e viajou para Paris com sua companheira Lilia Bañol e acompanhado da ex-candidata presidencial franco-colombiana Ingrid Betancourt.

"Aos guerrilheiros que abandonarem a guerrilha e que libertarem os seqüestrados, o Governo lhes garante a liberdade e lhes garante recompensa", afirmou o presidente colombiano.

Uribe explicou que, se esses guerrilheiros "cometeram delitos graves, não podem receber anistia nem indulto; a lei proíbe. Mas o Governo lhes dará liberdade e lhes dará recompensa", ressaltou.

O líder colombiano reiterou, assim, a oferta feita há um ano aos guerrilheiros que desertarem com os reféns e que inclui a possibilidade de serem recebidos na França, pactuada com as autoridades francesas.

"Queremos convidar os guerrilheiros que persistem em manter seqüestrados no cativeiro, para que estes guerrilheiros abandonem a guerrilha e libertem os seqüestrados", expressou o chefe de Estado.

Uribe destacou que os advogados se perguntam como é possível libertar sem conceder anistia e indulto, e respondeu: "É uma liberdade assimilável a aquela que seria preciso conceder em uma troca humanitária".

Esta troca é procurada, sem frutos, há mais de seis anos com as Farc, que desejam trocar 28 políticos, policiais e militares que estão presos por cerca de 500 guerrilheiros presos.

O presidente ressaltou que, "se houver uma troca humanitária, alguns têm que sair da prisão e outros saem do cativeiro do seqüestro".

"Neste caso, nós assimilamos a liberdade oferecida aos guerrilheiros, qualquer que seja a natureza do delito que tenham cometido, a assimilamos a uma troca humanitária", acrescentou.

Ele ressaltou quem "isto não é em nenhum momento anistia, em nenhum momento indulto, mas em qualquer circunstância liberdade com recompensa". EFE gta/db

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