Uribe não fará troca humanitária com Farc, diz assessor

Bogotá, 8 fev (EFE).- José Obdulio Gaviria, um dos assessores mais próximos do presidente colombiano, Álvaro Uribe, advertiu em entrevista publicada hoje que durante o atual Governo não haverá troca humanitária com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

EFE |

"Acordo humanitário é um assunto entre Estados, entre forças beligerantes. A Colômbia não tem nenhuma guerra com Estados nem tem prisioneiros de guerra de outros Estados", respondeu Gaviria em uma entrevista ao diário "El País", de Cali.

Acrescentou que o Governo de Uribe também não aceita reconhecer as Farc como "uma força beligerante" para negociar a "troca de prisioneiros".

Gaviria, que anunciou que deixará o Governo em 30 de março, foi um dos assessores de Uribe mais polêmicos e foi acusado de "estigmatizar" com suas declarações organizações sociais e políticas, sindicalistas e jornalistas, entre outros.

Segundo Gaviria, advogado e constitucionalista, durante o atual Governo não há possibilidade de acordo humanitário e, na sua opinião, "para libertar sequestrados as vias são a operação militar, o cerco humanitário ou uma mistura deles".

As Farc tentam trocar 22 militares que ainda têm em seu poder por cerca de 500 guerrilheiros presos, solução que foi defendida por dois políticos libertados na última semana após vários anos como reféns da guerrilha.

Nos últimos dias, o grupo rebelde libertou o ex-governador do departamento de Meta Alan Jara, o ex-deputado do Valle del Cauca Sigifredo López e três policiais e um soldado, que entregaram à Cruz Vermelha e à senadora opositora Piedad Córdoba.

Para Gaviria, esta ação foi "um show publicitário a favor das Farc e organizado pelas Farc, com o nome de ato humanitário, quando elas são as sequestradoras e utilizam as vítimas e a sociedade colombiana como instrumento". EFE rrm/mh

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