Uribe lamenta que Obama rejeite TLC com a Colômbia e ignore esforços do país

Bogotá, 2 abr (EFE).- O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, lamentou hoje a oposição do senador Barack Obama, pré-candidato democrata à Casa Branca, à ratificação do Tratado de Livre-Comércio (TLC) assinado pelos dois países em 2006.

EFE |

Uribe, em declarações divulgadas pela Presidência colombiana, se referiu ao pronunciamento de Obama perante uma convenção de trabalhadores americanos, onde declarou que manterá sua rejeição ao pacto comercial.

"A violência contra os sindicatos na Colômbia ridicularizaria as mesmas proteções trabalhistas que insistimos para que sejam incluídas nesses tipos de acordos", ressaltou em um comício eleitoral na Filadélfia.

"Deploro que o senador Obama, que pretende ser presidente dos EUA, ignore os esforços da Colômbia. Eu acho que por precaução política, está fazendo uma declaração que não corresponde à realidade da Colômbia", afirmou Uribe em declarações que serão publicadas pelo "The Wall Street Journal ".

"Eu lhe pediria (a Obama), em nome de todos os colombianos, que se inteire dos esforços que estão sendo realizados na Colômbia, dos progressos ocorridos na Colômbia, apesar de tudo o que ainda falta.

Que se inteire devidamente antes de fazer estes pronunciamentos que tanto causam tanto dano", afirmou o líder.

A Colômbia e os EUA negociaram o TLC entre maio de 2004 e fevereiro de 2006 e o assinaram em novembro deste último ano.

O convênio comercial precisa ser ratificado pelo Congresso dos EUA, onde a maioria democrata condicionou seu aval a uma melhora na situação da Colômbia em matéria de direitos humanos e garantias sindicais.

Os sindicatos americanos também se opuseram ao TLC com a Colômbia devido, em parte, à preocupação pela morte de sindicalistas nesse país.

Várias delegações de congressistas americanos e funcionários como a secretária de Estado, Condoleezza Rice, e o titular de Comércio, Carlos Gutiérrez, visitaram a Colômbia nos dois últimos meses, para impulsionar a ratificação do TLC e reconhecer avanços em matéria de direitos humanos.

O presidente americano, George W. Bush, pediu na segunda-feira passada ao Congresso para aprovar as leis pendentes, que descreveu como "prioridades vitais", entre as quais destacou o pacto comercial com a Colômbia.

O chefe da Casa Branca manifestou sua intenção de submeter o acordo à votação do Congresso este ano. EFE gta/fb

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