O presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, se reuniu nesta terça-feira com seus colegas de Peru e Bolívia, Alan García e Evo Morales, no primeiro dia da viagem por sete países latino-americanos para explicar o acordo sobre a instalação de bases militares dos Estados Unidos no território colombiano.

O encontro com Garcia, o primeiro da viagem, durou cerca de uma hora e foi classificado por Uribe de "diálogo bem importante".

"Quero agradecer sua atenção, seu tempo, sua permanente amizade, de muitos anos, com a Colômbia e com nossas instituições democráticas", disse Uribe a García após o encontro no Palácio de Governo, em Lima.

"Tivemos a oportunidade de manter um diálogo bem importante com o presidente García".

Na noite de hoje, Uribe foi recebido por Evo Morales, em La Paz, e após o encontro "agradeceu o espaço de diálogo" concedido pelo presidente boliviano.

"Quero expressar uma saudação repleta de afeto ao povo irmão boliviano", disse Uribe em uma breve declaração, após 1 hora e 43 minutos de reunião com Morales.

O líder colombiano chegou a La Paz às 20H37 local (21H37 Brasília), diretamente de Lima.

Oficialmente, a viagem de Uribe tem o objetivo de "abordar temas sobre o terrorismo na Colômbia, seus riscos e os assuntos relativos à União das Nações Sul-Americanas (Unasul)".

Uribe iniciou por Lima e La Paz sua viagem pela região, que o levará ainda a Chile, Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai. O presidente é acompanhado por seu ministro das Relações Exteriores, Jaime Bermúdez.

A viagem acontece depois que os presidentes do Brasil, Luiz Inacio Lula da Silva, e do Chile, Michelle Bachelet, pediram a Uribe maiores esclarecimentos a respeito do acordo que a Colômbia negocia com os Estados Unidos para que Washington use três bases militares colombianas para a luta contra o narcotráfico e o terrorismo.

Lula e Bachelet propuseram publicamente que Uribe explique o acordo ao Conselho de Defesa Sul-Americano durante a Cúpula das Nações Sul-Americanas (Unasul) do próximo dia 10 de agosto, em Quito, mas o líder colombiano rejeitou a sugestão.

O anúncio da negociação do acordo entre Colômbia e Estados Unidos revoltou os governos de Venezuela, Equador e Nicáragua, que receberam o apoio de La Paz na questão.

afp/LR

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