Uribe e ex-deputada trocam acusações por suposta venda de voto

Por Luis Jaime Acosta BOGOTÁ (Reuters) - O presidente colombiano, Álvaro Uribe, e uma ex-parlamentar intensificaram na quinta-feira a troca de acusações e desmentidos sobre as suposta compra de votos para a emenda que permitiu a reeleição dele.

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Uribe começou a acusar nesta semana a ex-deputada Yidis Medina, do Partido Conservador, de tentar chantagear o governo por meio de funcionários e familiares, num comportamento com que aparentemente a política buscava a concessão de contratos.

A ex-parlamentar, atualmente presa, denunciou em abril que mudou de voto para aprovar a reeleição presidencial imediata depois que funcionários do governo de Uribe lhe ofereceram a possibilidade de indicar ocupantes de cargos burocráticos. O presidente e vários supostos implicados negam.

O voto de Medina foi decisivo para aprovar a reforma que permitiu a reeleição de Uribe em 2006.

Numa entrevista coletiva, Uribe exibiu um documento de uma operadora de celulares em que constam ligações de um número da ex-deputada para seu filho Tomás Uribe.

'Dias antes das chamadas a Tomás Uribe Moreno, meu filho, a sra. Yidis Medina ligou para a Presidência e deixou o mesmo número do qual ligou para Tomás, para que o presidente lhe respondesse às ligações', disse Uribe.

'Os colombianos podem ter certeza de que minha família e eu não os enganamos.'

Medina divulgou nota negando ser a dona do celular e dizendo desconhecer Tomás Uribe.

Por iniciativa de dez parlamentares da oposição, Uribe será investigado por uma comissão especial do Congresso -- onde no entanto já estão paradas outras 173 acusações contra ele.

O popular presidente ainda não anunciou com clareza se tentará convencer o Congresso a aprovar uma nova emenda que lhe permita tentar outra vez a reeleição em 2010.

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