Uribe e Chávez discutem maior cooperação econômica para enfrentar crise mundial

Os presidentes da Colômbia, Alvaro Uribe, e da Venezuela, Hugo Chávez, discutem neste sábado, em Cartagena, medidas para aumentar a cooperação bilateral em tempos de crise econômica mundial, nova prioridade após a superação da grave crise diplomática que opôs os dois países em 2007.

AFP |

"O tema da crise mundial é obrigatório. Não pode haver uma reunião de presidentes em parte nenhuma do mundo hoje sem que estes assuntos sejam abordados por nós", disse Chávez, ao desembarcar no aeroporto Rafael Núñez, no histórico balneário colombiano.

"Vamos examinar (...) de que maneira, dentro da irmandade de nossos povos, defenderemos nossas economias em meio à crise econômica", destacou, por sua vez, Uribe.

Chávez chegou à Colômbia às 12H20 (17H20 GMT), acompanhado de uma numerosa delegação, seguindo direto do aeroporto para a Casa de Hóspedes Ilustres do porto caribenho, onde foi recebido pessoalmente por Uribe com honras militares.

Após um encontro privado de meia hora com "agenda aberta", os presidentes se juntarão a uma reunião de trabalho com suas comitivas no forte de San Juan de Manzanillo, para depois almoçar.

As delegações contam com os ministros do Exterior, da Economia, do Comércio, de Minas e Energia e da Agricultura dos dois países, além de seus respectivos embaixadores.

Chávez e Uribe se encontraram pela última vez há seis meses, na cidade venezuelana de Punto Fijo, onde oficializaram o fim da crise diplomática que começou em 2007 - e que chegou a incluir a retirada de embaixadores e o envio de tropas venezuelanas para a fronteira com a Colômbia.

Comercialmente, Venezuela e Colômbia dependem fortemente entre si. Em 2008, o intercâmbio bilateral entre os dois países chegou a 7,2 bilhões de dólares, segundo dados oficiais.

A balança é mais favorável para os colombianos, que exportaram 6 bilhões de dólares no ano passado para os vizinhos venezuelanos - que se consolidaram como seu segundo maior parceiro comercial, depois dos Estados Unidos. A Venezuela, por sua vez, vendeu apenas 1,2 bilhão de dólares para Bogotá.

axm/ap

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