Ao comentar pela primeira vez a operação de resgate de 15 reféns do grupo rebelde Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), o presidente colombiano, Álvaro Uribe, disse que a chamada política de segurança democrática de seu governo é o caminho para a paz no país. Nossa política de segurança democrática não é um fim em si mesma, e sim o caminho para a paz, a paz total, disse Uribe na noite desta quarta-feira, em Bogotá, acompanhado dos reféns libertados, entre eles a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, considerada a refém mais importante da guerrilha, e membros de seu governo.

Criticada por opositores do governo colombiano, a política de segurança democrática prevê a militarização do país, com o objetivo de cercear a atuação das guerrilhas, pela via militar.

Uribe disse estar feliz em poder dar uma boa notícia ao mundo e destacou o apoio dos presidentes dos Estados Unidos, George W. Bush, seu principal aliado na região, e da França, Nicolas Sarkozy.

"Que bom dar essa boa notícia ao mundo. (...) Que bom dar essa notícia à França, à Europa, que durante estes anos não abandonaram Ingrid, que bom dar esta notícia a Bush e a Sarkozy", afirmou Uribe.

Mensagem às Farc
O presidente colombiano disse que nenhum guerrilheiro foi morto na operação porque seu governo pretende mandar uma mensagem às Farc para que libertem os demais seqüestrados em seu poder.

"Tudo foi minuciosamente preparado. Tínhamos uma equipe de reação que não foi necessário ativar", disse.

"Estávamos interessados na liberdade dos seqüestrados e não em derramamento de sangue e queríamos mandar uma mensagem às Farc com fatos", afirmou Uribe.

"Que façam a paz. Que comecem libertando os seqüestrados que estão em seu poder", disse o presidente.

Uribe disse que continuará trabalhando para libertar os reféns ainda em cativeiro.

"Às famílias dos que continuam seqüestrados, vai o nosso compromisso de que não os esqueceremos um minuto até que alcancem a liberdade", disse.

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