Bogotá, 26 ago (EFE).- O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, advertiu que será muito difícil que seus críticos consigam levá-lo ao Tribunal Penal Internacional (TPI) por sua suposta obstrução à Justiça.

Uribe, em declarações feitas em reunião com funcionários para apresentar os resultados de sua gestão e que foram divulgadas hoje pela Presidência, se referiu à hipótese de ser julgado pelo TPI, enquanto o promotor-chefe desse tribunal, o argentino Luis Moreno-Ocampo, visita a Colômbia.

"Há muitos que têm grande vontade de me ter detido aqui, destituído ou preso no TPI. Terão muito trabalho, porque aqui procedemos com toda a honradez, com o mais rigoroso respeito à Constituição colombiana", ressaltou o chefe de Estado.

Uribe tinha reforçado ontem suas críticas aos juízes da Corte Suprema de Justiça, o que gerou um novo choque entre os poderes Executivo e Judicial, que investiga vários políticos governistas com nexos com a dissolvida organização paramilitar de direita Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC).

Moreno-Ocampo assistiu hoje à exumação de corpos de mais de 20 vítimas dos esquadrões paramilitares de direita na região de Urabá, no noroeste colombiano.

O promotor argentino viajou à zona montanhosa de Altero, no departamento (estado) de Antioquia, onde a Promotoria colombiana localizou covas com os restos mortais de entre 22 e 27 pessoas. EFE gta/rr

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