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Bogotá, 26 abr (EFE).- O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, disse hoje que vai ser muito difícil, para os que querem o vincular com o paramilitarismo, encontrar uma prova que demonstre essa vinculação.

"Agora todos os dias tentam encontrar uma testemunha que diga que estou vinculado ao paramilitarismo. Isso vai ser muito difícil. Vai dar trabalho para esses bandidos", declarou o presidente em um conselho de Governo na população de Honda, departamento de Tolima (sul).

O líder afirmou que está há 20 anos esperando as tais provas e destacou que ao longo de sua vida esteve consciente de que "a Colômbia não tem outro caminho que o caminho constitucional".

Uribe afirmou que todos os dias fica sabendo sobre situações que têm a ver com a entrega de dinheiros a desmobilizados das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) para que seus antigos membros o associem com as forças paramilitares.

Na quarta-feira passada, o chefe de Estado colombiano disse que um paramilitar detido tentou relacioná-lo a um massacre de 15 camponeses, cometido em 1997, pela dissolvida organização das AUC.

Segundo Uribe, esse réu afirmou que teve uma reunião com ele - quando o líder ainda era governador do departamento de Antioquia -, com o antigo comando máximo dos paramilitares Salvatore Mancuso e com alguns oficiais militares e policiais para planejar o massacre.

Por outro lado, nesta sexta-feira, o ex-paramilitar colombiano Ferney Suaza Marín disse que lhe ofereceram 200 milhões de pesos e asilo no Canadá em troca de relacionar o presidente colombiano com atividades da extrema-direita. EFE ocm/fb

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