Uribe diz que recorrerá de ordem de detenção por desacato

Bogotá, 3 set (EFE) - O presidente colombiano, Álvaro Uribe, se declarou hoje disposto a se submeter a todas as instâncias judiciais, perante uma ordem de detenção por desacato a uma decisão que os obrigava a revisar o salário dos funcionários. É preciso nos submeter a todas as instâncias judiciais. Nós temos que dar exemplo de respeito aos procedimentos judiciais da Colômbia, afirmou Uribe a jornalistas.

EFE |

Três juízes da cidade de Sincelejo, capital do departamento de Sucre, noroeste, emitiram a ordem de detenção que afeta também os ministros do Interior e de Justiça, Fabio Valencia Cossio, e de Fazenda, Óscar Iván Zuluaga.

A mesma ordem afeta a diretora de Planejamento Nacional, Carolina Rentería, e o presidente do Conselho Superior da Judicatura, Hernando Torres.

Uribe acrescentou que "o senhor ministro, o diretor da Função pública, o ministro da Fazenda, o diretor jurídico da Presidência, darão toda a explicação pertinente aos juízes e autoridades competentes que estão tomando conhecimento do recurso de tutela" (recurso de amparo).

Um dos juízes, Saúl Mesa Mendoza, explicou que a decisão derivou da conduta de desacato na qual incorreram Uribe e os outros quatro processados a uma decisão prévia que os obrigava a revisar o salário de 148 funcionários judiciais de Sucre.

Estes funcionários tinham recorrido, para isso, ao recurso da tutela, que apresentaram em fevereiro em Sincelejo e cuja decisão foi favorável a eles mediante uma sentença que dava aos processados três meses de prazo para cumprir as exigências dos empregados.

Mesa explicou que Uribe e os demais processados descumpriram isso, pelo que o mesmo coletivo promoveu o incidente de desacato que terminou com a decisão que ordena a detenção, que pode ser de vários dias.

Além disso, o chefe de Estado destacou que o Governo Nacional, através de Cossio, manterá um diálogo respeitoso com todo o ramo judicial, expressando todos os esforços e a boa vontade que o Executivo teve para com este setor.

"O ministro (Valencia) manterá um diálogo sério, amistoso, respeitável, respeitoso com todo o ramo, com todos os empregados da Justiça colombiana", disse.

Ele expressará, "como ficou credenciado nas diferentes ações de Governo, nossa boa vontade com a Justiça, mas também pedindo paciência porque ainda temos limitações orçamentárias muito severas", afirmou Uribe. EFE rrm/db

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