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Uribe diz que fortuna de traficante Macaco será usada para ajudar vítimas

Bogotá, 7 mai (EFE) - O presidente colombiano, Álvaro Uribe, anunciou hoje que os bens nos Estados Unidos de Carlos Mario Jiménez, conhecido como Macaco, extraditado a esse país na madrugada de hoje, serão também usados para reparar suas vítimas.

EFE |

O Governo colombiano decidiu extraditar Carlos Mario Jiménez após argumentar que tem a firme convicção de que ele tenha reincidido no crime, "de acordo com investigações da Polícia Nacional", acrescentou Uribe.

A riqueza que será entregue nos Estados Unidos "será empregada para reparar vítimas colombianas", segundo estipulou na resolução de extradição, acrescentou o presidente em Medellín (noroeste) a jornalistas, após concluir um encontro com empresários.

"Macaco", comandante máximo do Bloco Central Bolívar (BCB), considerado a maior facção das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), é acusado em 10 mil casos de assassinato e desaparecimento, segundo a ONG Movimento Nacional de Vítimas de Crimes de Estado (Movice).

Essa organização foi responsável por entrar, há algumas semanas, com um recurso para impedir o envio de "Macaco" aos EUA, enquanto o paramilitar respondia por seus crimes e reparava às famílias das vítimas na Colômbia.

"O Governo nunca negociou a extradição, nunca permitiu que prosperassem reformas constitucionais para enfraquecer a extradição", ressaltou Uribe.

"Parece-nos que estas são decisões muito importantes para fazer respeitar a legislação colombiana", acrescentou Uribe.

"Não podemos dar o prêmio a uma pessoa que reincide no crime de aceitar que não seja extraditada", porque essa decisão seria tomada "como um prêmio, e não como uma possibilidade para reparar as vítimas", afirmou o chefe de Estado colombiano.

Simultaneamente, agentes da Polícia e funcionários da Promotoria da Colômbia iniciaram hoje a ocupação de dezenas de propriedades do chefe paramilitar e suposto narcotraficante extraditado.

"Macaco" fez parte da equipe negociadora das AUC que acordou com o Governo do presidente Álvaro Uribe a desmobilização da principal associação paramilitar da extrema direita, pela qual mais de 31 mil combatentes se entregaram entre 2003 e 2007.

Uribe também advertiu de que os beneficiados da lei de Justiça e Paz, marco legal da desmobilização de membros de grupos armados e que reincidam no crime, serão extraditados. EFE rrm/iw/db

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