Bogotá, 21 set (EFE) - O presidente colombiano, Álvaro Uribe, disse hoje que o seqüestro de quatro legistas da Promotoria foi cometido pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano.

Ele confirmou que pedirá ajuda às autoridades do Equador para libertar os reféns.

O presidente afirmou, em conversa telefônica desde Washington à "Caracol Radio", que os militares colombianos da zona confirmaram que o rapto ocorreu em Pueblo Nuevo (Equador), perto da fronteira com o departamento colombiano de Putumayo.

Segundo os militares, dez pessoas teriam sido feitas reféns, das quais seis foram liberadas pouco depois pelos insurgentes.

"Estou preocupado com o seqüestro que houve em Teteyé, no Putumayo, vamos ver como pedimos ajuda ao Equador porque o relato do comandante militar do Putumayo é de que estas pessoas (as que já foram liberadas) disseram que foram seqüestradas em Pueblo Nuevo, Equador, pelas Farc", disse.

Os peritos faziam uma busca em uma zona selvática sobre a presença de valas comuns na região no marco de processos movidos pela Promotoria contra agentes do Estado investigados por homicídio e vínculos com os esquadrões paramilitares.

Dez funcionários da Promotoria faziam as investigações na sexta-feira à tarde quando rebeldes da frente 48 das Farc os seqüestraram.

Os guerrilheiros libertaram primeiro cinco deles e, mais adiante, outra mulher, que disse às autoridades que os seqüestradores se comprometeram a soltar os outros quatro na tarde de sábado.

Uribe acrescentou que os libertados disseram ao comandante militar da zona que o seqüestro ocorreu em território equatoriano.

A "Caracol Radio", no entanto, informou hoje em seu site que porta-vozes militares confirmaram que os quatro funcionários da unidade de direitos humanos da Promotoria já foram libertados, atravessaram a fronteira e se dirigem para a localidade colombiana de Puerto Asís. EFE fer/db

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