Uribe diz que Farc é cínica ao admitir assassinato de governador

O presidente colombiano, Alvaro Uribe, chamou de cínica a guerrilha das Farc que, na véspera, admitiu ter assassinado o governador de Caquetá (sul), Luis Francisco Cuéllar, acusando-o de corrupto.

AFP |

"Esse grupo é assassino e mentiroso. E é cínico. Derrama sangue e, em seguida, escreve comunicados doutoroais. Derrama sangue e mente", afirmou o presidente em delcarações a uma rádio local.

Uribe disse ainda que colombianos que vivem na Europa se encarregam que escreve os comunicados do grupo rebelde e acusou essas pessoas de serem "delinquentes de colarinho branco".

Uma facção da guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) admitiu que, no dia 22 de dezembro passado, matou o governador Cuéllar, em uma nota enviada nesta terça-feira à agência Anncol, que habitualmente difunde textos dos rebeldes.

"O objetivo da operação não era matá-lo, nem fazer exigências econômicas, mas sim realizar um julgamento político por corrupção", destaca um comunicado do Bloco Sul das Farc.

No comunicado, com data de 24 de dezembro, o grupo rebelde afirma que "o indesejado e trágico desfecho" foi provocado pela ordem do presidente Alvaro Uribe para que as forças militares resgatassem, a qualquer preço, o governador.

Cuéllar, 69 anos, capturado em sua casa, foi degolado quando os rebeldes em fuga abandonaram o carro utilizado no ataque para fugir caminhando pela selva.

cop/cn

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