Washington, 13 jan (EFE).- O chefe militar das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), conhecido como Mono Jojoy, pode ficar em liberdade se entregar os reféns da guerrilha e abandoná-la, disse hoje em Washington o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe.

"Se 'Mono Jojoy' entregar os reféns e abandonar a guerrilha, não vai ter indulto nem anistia, mas pode ter a liberdade", disse Uribe numa coletiva, após receber do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, uma condecoração por sua liderança contra o terrorismo.

Uribe e os ex-primeiros-ministros do Reino Unido e da Austrália, Tony Blair e John Howard, respectivamente, receberam nesta terça-feira a chamada Medalha da Liberdade, a maior distinção civil concedida pelos Estados Unidos.

Uribe repassou as conquistas e desafios de seu Governo e enfatizou a luta contra a guerrilha e os esforços por manter a "confiança" em seu país.

Como fez várias outras vezes, o presidente colombiano reiterou hoje seu apelo para que "toda a guerrilha reflita" nem "continue a serviço dos herdeiros de (Manuel) Marulanda", o líder das Farc morto em março do ano passado.

No entanto, hoje foi a primeira vez que Uribe se dirigiu especificamente, com nome e sobrenome, a Jorge Briceño Suárez, conhecido como "Mono Jojoy", chefe militar das Farc.

Porém, suas as palavras sobre a possibilidade de "Mono Jojoy" ficar algum dia livre contrastam com as quais pronunciou em 6 de novembro último, quando mando que o novo comandante do Exército, general Óscar González, capture os maiores líderes das Farc. EFE mp/sc

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