Atlanta (EUA.), 18 ago (EFE) - O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, criticou hoje que o Governo da Nicarágua dê asilo a mulheres integrantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), mas disse que aceitaria como possível solução ao conflito que estas se desmobilizassem no país.

"Se essas meninas assinassem um acordo com o Governo da Nicarágua dizendo que deixam a guerrilha colombiana, magnífico", disse Uribe aos jornalistas.

"Ali, o presidente (da Nicarágua, Daniel) Ortega tem uma grande possibilidade, porque tem a possibilidade de protegê-las e de não incentivar o terrorismo na Colômbia, para buscar soluções criativas, se o que quer ele é encontrar soluções criativas", afirmou Uribe.

O presidente colombiano fez as declarações durante uma entrevista coletiva com os governantes de Guatemala, Álvaro Colom, e El Salvador, Elías Antonio Saca, com quem participou hoje do segundo Fórum para a Competitividade nas Américas em Atlanta (Geórgia).

Uribe não escondeu seu mal-estar com a decisão do Governo de Ortega de conceder asilo a outra suposta guerrilheira colombiana identificada como "Esperanza" e que, da mesma forma que no caso de outras duas rebeldes, também qualificou como "irmã".

"Esperanza" ficou ferida após a incursão militar da Colômbia em um acampamento das Farc no Equador em 1º de março, e já se encontra em um hospital nicaragüense, segundo disse Ortega no domingo, sem dar mais detalhes.

No mesmo acampamento estavam as colombianas Martha Pérez Gutiérrez e Doris Torres Bohórquez, supostas guerrilheiras que também gozam de asilo na Nicarágua.

O presidente nicaragüense qualificou esta oferta de asilo como um gesto "humanitário". EFE mp/db

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