Uribe desautoriza qualquer pronunciamento de guerra contra Venezuela

Bogotá, 29 dez (EFE).- O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, desautorizou hoje qualquer instigação a uma guerra com a Venezuela e ressaltou que só é preciso expressar afeto ao povo desse país vizinho.

EFE |

"O presidente da República desautoriza qualquer menção que signifique ânimo de retaliação, ânimo de guerra internacional. Este país não permite isso. O único objetivo que temos é derrotar um problema interno de terroristas", disse Uribe.

"Enquanto eu for presidente, o país não pode ter uma estratégia, um discurso de agressão internacional", ressaltou Uribe.

Em declarações à "Rádio Nacional da Colômbia", o governante insistiu, sem mencionar o presidente venezuelano, Hugo Chávez, em que "nossa mensagem tem que ser agora de afeto ao povo irmão da Venezuela".

Na segunda-feira, Chávez disse, em um ato militar, que "a guerra verbal" começou há poucos dias, quando porta-vozes do Governo colombiano voltaram a acusar a Venezuela de ter acampamentos guerrilheiros e proteger líderes rebeldes.

"De tanto repetir isso, há gente que acredita. Com isso, preparam o que chamam de 'falso positivo', para lançar um ataque sobre território venezuelano simulando a existência de um acampamento guerrilheiro", disse o presidente venezuelano.

Na Colômbia, um porta-voz do Partido Conservador, o senador Jorge Hernando Pedraza, disse que, "quando a lua muda", os loucos perdem o juízo, ao se referir às últimas séries verbais de Chávez contra o Governo da Colômbia.

Pedraza ressaltou que Colômbia e Venezuela são dois povos irmãos e não se pode dar espaço a "uma loucura dessas".

Chávez insistiu em que é "absolutamente falso" que haja líderes ou acampamentos guerrilheiros na Venezuela, como denunciou em 15 de dezembro o ministro da Defesa colombiano, Gabriel Silva.

As relações entre Colômbia e Venezuela registram uma deterioração, devido, principalmente, ao acordo entre Washington e Bogotá pelo qual os Estados Unidos podem utilizar pelo menos sete bases colombianas. EFE rrm/an

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