Uribe defende prisão de parlamentares envolvidos com crimes

Bogotá, 6 mai (EFE) - O presidente colombiano, Álvaro Uribe, pediu hoje aos altos tribunais do país que a justiça seja feita, embora isso possa causar a prisão de todo o Congresso e dele mesmo. Se a justiça encontrar razões, podem levar todos os congressistas e o presidente da República. Enquanto se fizer justiça, há quem os substitua; por exemplo, tem o vice-presidente da República, disse Uribe.

EFE |

O governante fez a afirmação durante discurso na Escola Superior de Guerra em Bogotá, no qual reiterou suas críticas a vários líderes da esquerda, feitas poucas horas antes na cidade de Montería.

Uribe voltou a se referir ao senador Gustavo Petro, ex-guerrilheiro do desarticulado Movimento 19 de Abril (M-19) e ao ex-combatente da também desmobilizada Corrente de Renovação Socialista (CRS) León Valencia.

Disse que "outros, como Petro e León Valencia, em vez de dizer a verdade, se mantêm entre a calúnia e a brincadeira", e pediu que "sejam sérios, que digam a verdade sobre quem os apoiava quando estavam na luta armada, mas que não enganem o país".

Petro e Valencia, em textos e declarações recentes, afirmavam que no passado, quando integravam suas respectivas organizações armadas, tinham vínculos com o atual conselheiro presidencial e um dos homens de maior confiança de Uribe, o assessor José Obdulio Gaviria.

O próprio Uribe tinha pedido aos dois ex-guerrilheiros que identificassem suas ligações políticas na época em que empunhavam as armas.

O pedido foi feito por Uribe em pleno escândalo da "parapolítica" para que sejam investigados os vínculos de congressistas e políticos com chefes paramilitares e em cujas investigações há aproximadamente 65 parlamentares suspeitos, sendo que 33 estão presos.

"Não entendo como podem fazer o papel de escritores acusando outros para que sejam levados à prisão, sem ter autoridade moral, eles nunca repararam (os danos de) ninguém", disse Uribe.

Na mesma cátedra, Uribe lamentou que no Equador "nos sejam dados os pêsames" e "tapinhas nas costas para lamentar atentados terroristas", mas declarou que "não cumprem normas internacionais de não abrigar terroristas".

"Preferimos o respeito às normas de cortesia. Não temos nenhum interesse de entrar em outros territórios, mas também não nos interessa que algum país sirva para que a partir dali sejam realizados disparos contra nossa Polícia nem contra nossos colombianos", disse Uribe. EFE rrm/bm/db

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