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Uribe decreta emergência social na Colômbia contra pirâmides

Bogotá, 17 nov (EFE).- O Governo da Colômbia decretou hoje estado constitucional de emergência social para enfrentar a crise causada pelos mecanismos financeiros ilegais conhecidos como pirâmides e ditou as primeiras medidas para proteger os que depositaram dinheiro nas mesmas.

EFE |

O ministro do Interior e Justiça, Fabio Valencia Cossio, anunciou que o estado de emergência, que permite ao Executivo expedir medidas de urgência por um prazo inicial de 30 dias, está em vigor desde meia-noite e, imediatamente, iniciou o confisco de dinheiro e bens de empresas "que cumpriam uma função de cobrança não autorizada".

"A idéia é devolver, até onde possível, esse dinheiro, para evitar a defraudação", expressou o ministro, quem pediu à população para respaldar as medidas e ter "muita calma".

Afirmou que os lesados terão dez dias para solicitar a devolução de seus.

O Governo emitiu os primeiros quatro decretos com força legislativa do estado de emergência social e, posteriormente, Valencia e os ministros de Fazenda, Óscar Iván Zuluaga, e de Comércio, Luis Guillermo Prata; e os superintendentes de Sociedades, Hernando Ruiz, e Financeiro, Roberto Borrás, explicaram as medidas em entrevista coletiva.

Em cumprimento aos decretos, foram registradas imediatamente as sedes da empresa DMG, que não era uma "pirâmide", mas tinha captado investimentos de milhares de clientes em todo o país por meio de cartões "pré-pagos" para comprar eletrodomésticos e outros produtos.

O fenômeno das "pirâmides", que já causou estragos em vários países, entrou em crise na Colômbia na semana passada, quando começaram a desaparecer os responsáveis por vários escritórios que emprestavam dinheiro por juros de até 300%.

Segundo números oficiais, nos últimos três anos funcionaram no país pelo menos 240 dessas companhias piratas que arrecadaram US$ 800 milhões com o oferecimento de triplicar os fundos recebidos, mas que quebraram ao não poder cumprir sua oferta.

Na semana passada, duas pessoas morreram, enquanto um terceiro poupador frustrado se suicidou, e pelo menos cinco cidades decretaram toque de recolher para conter os protestos contra os calotes.

Como conseqüência desta crise, na sexta-feira o superintendente financeiro, César Prado, renunciou ao cargo.

O presidente colombiano, Álvaro Uribe, tinha antecipado na sexta-feira e sábado que emitira medidas especiais para deter firmas captadoras de fundos e pediu que abandonassem a "cultura mafiosa do enriquecimento fácil". EFE gta/jp

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