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Uribe considera cínico pedido das Farc para libertar reféns

Bogotá, 28 dez (EFE).- O presidente colombiano, Álvaro Uribe, definiu hoje de cínico o pedido das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para obter garantias da libertação de dois reféns e a entrega dos restos mortais de um mais e advertiu que os sequestrados são procurados todos os dias.

EFE |

"Os bandidos são cínicos, falam como se fossem anjos, pretendem que nós colombianos ignoremos que acabam de assassinar o Governador do Caqueta" (Luis Francisco Cuéllar), há uma semana, disse Uribe à emissora "Ecos del Combeima", da cidade de Ibagué, em Tolima.

"Nós seguimos com paciência, mas com persistência todos os dias sem pausa, buscando ver como chegamos ao lugar onde eles mantêm os reféns e como os libertamos", advertiu o líder.

Uribe admitiu sentir-se "muito preocupado" pelo pedido de um "protocolo de garantias" exigido pelas Farc, em comunicado divulgado no domingo.

Em nota, as Farc contaram à "Agência de Notícias Nova Colômbia (Anncol)", com sede em Estocolmo e afim aos rebeldes, que só com "protocolos de garantias" se poderão evitar provocações como as que ocorreram em libertações anteriores de reféns.

A principal guerrilha colombiana anunciou desde abril a libertação dos suboficiais do Exército Pablo Emilio Moncayo e Josué Daniel Calvo e a entrega dos restos do major Julián Ernesto Guevara, morto em cativeiro por uma aparente doença tropical.

A senadora colombiana Piedad Córdoba e o diretor do semanário La Voz e integrante de Colombianas e Colombianos pela Paz (CCP), Carlos Lozano, que participam das negociações, consideraram hoje "positivo" o pedido de garantias feito pelas Farc para liberar os dois reféns e entregar os restos de um oficial.

"Isso indica que o processo de libertação não está parado, está caminhando. Há observações normais e lógicas como os protocolos de segurança que permitam deixar claro como deve ocorrer a libertação", disse Córdoba à "RCN - Rádio Cadena Nacional". EFE rrm/dm

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