Uribe conclui reunião com Vázquez e se dirige ao Brasil

MONTEVIDÉU - O presidente colombiano, Álvaro Uribe, se reuniu nesta quinta-feira com o chefe de Estado do Uruguai, Tabaré Vázquez, e, após fazer um breve saudação ao povo uruguaio, partiu para o Brasil, sua última etapa na viagem por sete países sul-americanos.

Redação com agências internacionais |

Um porta-voz de imprensa do presidente colombiano disse, nesta capital, em conversa por telefone com a imprensa da Colômbia, que a viagem foi, até o momento, "construtiva" e deixou "bons frutos".


Uribe e Vazquez se encontraram no Uruguai / AFP

O presidente colombiano chegou esta madrugada a Montevidéu procedente de Assunção, para explicar a Vázquez o acordo militar que está negociando com os Estados Unidos e que permitirá a militares americanos usar bases na Colômbia.

Ao término da reunião, o dirigente colombiano deixou a residência presidencial sem fazer declarações à imprensa sobre o acordo, mas cumprimentou o povo uruguaio e agradeceu a atenção recebida na visita.

"Quero agradecer o espaço de diálogo que acabamos de ter com o presidente Tabaré Vázquez, com o vice-presidente, com o chanceler, e por intermédio de vocês, os comunicadores do Uruguai, fazemos chegar uma saudação cheia de afeto ao povo-irmão uruguaio", disse Uribe, em seu breve discurso, acompanhado pelo ministro de Exteriores uruguaio, Gonzalo Fernández.

As autoridades uruguaias também não fizeram manifestações, por enquanto, sobre o resultado da reunião bilateral.

Fontes oficiais uruguaias citadas pela imprensa antes do encontro tinham manifestado que Vázquez tinha previsão de indicar a Uribe seu respeito pela soberania da Colômbia, mas também que a posição histórica do governante da Frente Ampla é contra a presença militar americana na América do Sul.

O governo de Uribe alega que o acordo com os EUA tem como objetivo a luta contra o narcotráfico e o terrorismo, mas vários países da região, liderados pela Venezuela, rejeitaram a presença de militares americanos na América do Sul.

"Este pode ser o primeiro passo para uma guerra na região, porque os Estados Unidos são a nação mais agressora do mundo", disse, na quarta-feira, o presidente venezuelano, Hugo Chávez.

Tanto o governo colombiano quanto o americano negam que o convênio bilateral em matéria de defesa seja uma ameaça para a estabilidade de determinados países ou da região.

Além do Uruguai e do Paraguai, Uribe também visitou Argentina, Bolívia, Chile e Peru, durante esta viagem relâmpago que terá o Brasil como última etapa.


Na Argentina, Uribe foi recebido com protestos / AFP

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