Uribe chama mexicanos em acampamento de terroristas; Equador rebate acusação

Cancún e Cidade do México, 16 abr (EFE).- O presidente colombiano, Álvaro Uribe, afirmou hoje que os quatro estudantes mexicanos que morreram em um acampamento da guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no Equador, bombardeado por tropas colombianas no dia 1º de março, eram todos terroristas.

EFE |

"Em meu conceito eram terroristas", afirmou Uribe, que participa junto a outros seis líderes latino-americanos do III Fórum para a América Latina e o Caribe, que está sendo encerrado hoje na cidade mexicana de Cancún.

O governante colombiano reiterou que as quatro vítimas mortais e a também mexicana Lucía Morett, uma das três sobreviventes da incursão, "estavam em um acampamento terrorista" das Farc e eram "cúmplices" do grupo armado.

Manifestou que um vídeo entregue pelas próprias autoridades equatorianas "mostra os estudantes mexicanos em uma grande familiaridade com as Farc, própria da cumplicidade, própria de quem, sim, fazia parte do grupo".

Por sua vez, o vice-presidente do Equador, Lenín Moreno, disse hoje que os mexicanos realizavam "um trabalho de pesquisa", rejeitando assim a tese da Colômbia de que se tratavam de "terroristas".

"Parece que estavam realizando algum contato com estes grupos rebeldes, mas de nenhuma forma exercendo atividades guerrilheiras", afirmou Moreno, que contradisse assim o líder colombiano, Álvaro Uribe.

O funcionário equatoriano fez estas declarações em entrevista coletiva por ocasião de uma convenção sobre os direitos das pessoas incapacitadas realizada na capital mexicana. EFE jd/fb

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