Uribe bate recordes de popularidade com declarações de Ingrid Betancourt

A popularidade do presidente conservador Alvaro Uribe bateu um novo recorde depois das primeiras declarações de Ingrid Betancourt após sua libertação pelo Exército colombiano, em 2 de julho.

AFP |

Desde a libertação da franco-colombiana, Uribe, partidário de uma política de linha-dura contra a guerrilha, lidera as pesquisas de opinião com 91% das intenções de voto. Ele é seguido por Ingrid Betancourt (79%) e pelo ministro da Defesa Juan Manuel Santos (76%).

Ingrid Betancourt qualificou de "impecável" a operação de resgate conduzida pelos soldados colombianos, e se disse "favorável a um terceiro e talvez a um quarto mandato" do atual chefe de Estado.

"A reeleição de Uribe foi muito positiva para a Colômbia", afirmou a ex-senadora, adversária política do presidente colombiano.

Acostumados com as declarações provocadoras da ex-candidata presidencial contra os governos de direita e a ouvir a família Betancourt culpar Alvaro Uribe pela situação dos reféns da guerrilha, os colombianos ficaram surpresos ao ver Ingrid rezar em público ao lado do ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, e abraçar longamente o presidente da Colômbia.

"Com esta libertação militar, o presidente Uribe atingiu seu nível máximo de popularidade, e está pronto para uma segunda reeleição", declarou à AFP Alfredo Rangel, que dirige uma fundação favorável ao governo.

Alvaro Uribe pediu ao Exército que não relaxe em seus esforços para libertar os outros reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), e que acabe com o Exército de Libertação Nacional (ELN), o outro movimento guerrilheiro colombiano.

Totalmente desnorteadas pelas declarações de Ingrid, a esquerda e a oposição liberal ficaram em silêncio nos últimos dias.

"Ingrid e metade do país acreditam que a manutenção de Uribe no poder é a única garantia de conseguir a derrota final das Farc", escreveu Maria Jimena Duzan, editorialista da revista colombiana Semana.

"A oposição colombiana já não existe mais. Ela se tornou um erro da história, que alguns estão dispostos a eliminar a qualquer custo", considerou Carlos Lozano, diretor do jornal comunista Voz.

O ex-refém Luis Eladio Perez, companheiro de cativeiro de Ingrid Betancourt na selva colombiana, se disse convencido de que "construirá em breve uma nova Colômbia" com a ex-candidata presidencial.

Perez, que teve que fugir da Colômbia por ter recebido ameaças de morte, lembrou ter elaborado um programa de governo com Ingrid durante sua detenção na selva.

"Enquanto Uribe acha que a guerrilha é a causa da pobreza e da miséria, Ingrid e eu pensamos o contrário. São a pobreza e a falta de perspectivas que alimentam a violência", declarou Perez ao jornal de oposição El Espectador.

luc/yw/sd

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG