Uribe autoriza senadora a mediar libertação de reféns

Por Hugh Bronstein BOGOTÁ (Reuters) - O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, concordou na quarta-feira com a exigência das Forças Armas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para que uma senadora de esquerda medeie a libertação de reféns, desde que todos os 24 policiais e soldados mantidos em poder dos guerrilheiros sejam soltos na mesma hora.

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Conversas anteriores com as Farc, que insistiam que a senadora Piedad Córdoba ajudasse a intermediar as libertações, terminaram sem acordo, com a negativa de Uribe. O presidente colombiano insistia que Córdoba usaria a libertação dos reféns para obter ganhos políticos. A posição do presidente foi criticada pelas famílias das pessoas sequestradas, que acreditam que a senadora pode ajudar.

Córdoba, proveniente do norte da Colômbia, já negociou a soltura de outros reféns das Farc, o que gerou rumores sobre uma possível candidatura dela à Presidência.

"Todos os 24 reféns devem ser libertados simultaneamente", disse Uribe em uma entrevista coletiva. Ele também pediu que os rebeldes entreguem os corpos de três reféns que morreram no cativeiro.

Uribe afirmou que o Comitê Internacional da Cruz Vermelha e a Igreja Católica também poderão participar das negociações.

No começo do ano, Córdoba participou das negociações para libertar o soldado Pablo Moncayo, capturado pelas Farc em 1997. Mas, com o aumento das rivalidades políticas antes das eleições presidenciais do ano que vem, o governo interrompeu as conversas.

O pai do soldado, Gustavo Moncayo, liderou uma campanha pela libertação das vítimas de sequestro, fazendo uma grande caminhada pela Colômbia.

A guerrilha luta há 45 anos para impor o socialismo no país. Desde os anos 1980 o conflito tem sido alimentado pelo comércio de cocaína da Colômbia, e há uma série de grupos armados ilegais disputando as lucrativas rotas do tráfico.

Desde que Uribe foi eleito pela primeira vez em 2002, a sua política linha-dura na área de segurança mantém os rebeldes fora das grandes cidades e distantes das rodovias, onde antes eles realizavam os sequestros impunemente.

O presidente flerta com a ideia de concorrer a um terceiro mandato em 2010, caso seus partidários consigam mudar a Constituição para permitir a sua candidatura.

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