Uribe ataca procurador-geral por críticas à política de recompensas

San Salvador, 31 out (EFE).- O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, pediu hoje ao procurador-geral do país, Mario Iguarán, que reflita porque não convém fazer declarações levianas sobre a política governamental de recompensas para deter criminosos.

EFE |

Uribe fez essa declaração hoje em San Salvador, onde participa da 18ª Cúpula Ibero-Americana, ressaltando que "deve ficar claro" que essa política de recompensas de seu Governo "foi para civis que ajudem com sua informação a desmantelar a criminalidade, e nunca integrantes de forças militares".

O procurador-geral colombiano havia pedido, de maneira urgente, a revisão de uma diretiva ministerial em referência ao pagamento desse tipo de recompensa.

"O senhor promotor tem que fazer uma reflexão. Não acho que convenham essas declarações levianas, tem que entender que um procedimento legal e legítimo como o das recompensas não pode justificar um fato ilegal", declarou Uribe à imprensa na sede da cúpula.

Uribe lembrou que na atualidade "há 1.678 membros das forças armadas presos, dos que 1.157 estão no Inpec (Instituto Nacional Penitenciário e Carcerário) e 521 em guarnições militares", e ressaltou que sua política de recompensas a civis para conseguir deter criminosos "é muito útil".

O presidente colombiano também considerou "injusto e perverso interpretar que uma política de recompensas que faz parte de ordens legítimas de procedimento possam se justificar para produzir fatos ilegais". EFE mmg/rr

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