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Uribe agradece ajuda do amigo Lula em libertar reféns das Farc

BRASÍLIA - O presidente colombiano Álvaro Uribe, agradeceu nesta terça-feira a discrição do Brasil em sua ajuda para libertar seis reféns das Farc, emprestando helicópteros do Exército para transportá-los, e chamou o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva com quem se encontrou hoje de grande amigo.

EFE |

Em entrevista coletiva conjunta dos presidentes, Uribe agradeceu o respaldo político e econômico dado pelo Brasil a seu Governo nos últimos anos e defendeu a integração regional como a melhor estratégia contra a crise.

"Lula, o senhor foi um grande amigo nosso nestes anos de Governo nos quais nos propusemos construir confiança" na Colômbia, disse Uribe, após uma reunião de trabalho.

"Ajudou-nos a fazer o mundo compreender que a paz não pode ser alcançada sem segurança" e que isso "não é um axioma da direita e uma negação da esquerda, mas uma condição da democracia", disse o presidente colombiano.

Segundo Uribe, Lula demonstrou que "a discrição é a metade do sucesso da política", parecendo uma comparação com o ostensivo uso midiático que o presidente venezuelano, Hugo Chávez deu a sua participação na libertação de reféns das Farc entre 2007 -quando a primeira tentativa fracassou- e 2008 -quando finalmente ocorreu.

Ele recusou-se, porém, a explicitar a quem se referia. "Não vou fazer comparações odiosas", respondeu.

O presidente colombiano reiterou sua condenação ao "cinismo" da guerrilha, que acaba de reconhecer o assassinato de oito índios e disse que elas tentaram utilizar as libertações de reféns com "claros interesses políticos".

"Nós (Governo) nos interessamos pelas libertações, não por seus fins. Assim como libertaram reféns, as Farc seguiram semeando sangue com atentados e com o assassinato de oito índios" que, segundo o grupo guerrilheiro, colaboravam com o Exército colombiano.

Uribe condenou "os terroristas que se acham no direito de se apropriar da vida de um ser humano" e admitiu que o Exército tenta estabelecer "um laço de confiança" com os índios awá, tribo à qual pertenciam os oito assassinados,.

Também afirmou que seu Governo está decidido a "acentuar" as políticas de segurança e contra a violência, para acabar com o que classificou como "delírio terrorista" das Farc.

Embora não se saiba não seu número exato, estima-se que a Farc mantenha mais de 700 pessoas como reféns e os mortos no conflito que elas mantêm há 45 anos são calculados entre 30 mil e 40 mil pessoas.

No plano da política regional, Uribe destacou que o Brasil ajudou a Colômbia a ser membro do Conselho de Segurança da União de Nações Sul-americanas (Unasul), "porque se aceitaram dois pontos importantes: a rejeição a qualquer organização violenta e a necessidade de tomar decisões por consenso", indicou.

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