Uribe admite trocar reféns por não-extradição de membro das Farc

Por Luis Jaime Acosta BOGOTÁ (Reuters) - O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, disse na quinta-feira que está disposto a suspender a extradição de um integrante das Farc para facilitar a libertação de cerca de 40 reféns em poder da guerrilha.

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O presidente fez o anúncio numa cerimônia oficial, mas não deu detalhes nem identificou o guerrilheiro em questão. Ele aproveitou para reiterar a existência de garantias e benefícios judiciais para membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia que desertem ou soltem reféns.

'Há pouco tempo me disse uma diretora do DAS [serviço de segurança] que havia recebido uma ligação onde um indivíduo das Farc lhe dizia: se o presidente se comprometesse, por meio da DAS, a não extraditar um fulano das Farc, então eles iam buscar a libertação imediata dos sequestrados', contou Uribe.

'Eu disse à sra. diretora do DAS: mande-lhes esta carta. Eu assumo o compromisso. Diga-lhes que sim, que nos comprometemos a não extraditar essa pessoa. Mas que se faça a libertação dos sequestrados', disse ele.

As Farc querem trocar cerca de 500 guerrilheiros presos por um grupo de 40 reféns 'estratégicos', alguns deles sequestrados há mais de dez anos. Mas governo e guerrilha não se entendem nem sobre como iniciar uma negociação nesse sentido.

Uribe, que tem apoio militar dos EUA no combate à guerrilha, se recusa a desmilitarizar uma área de 780 quilômetros quadrados na selva para as negociações, como exigem as Farc.

A guerrilha está enfraquecida devido à morte de vários dirigentes seus em ataques ou traições nos últimos meses, além da deserção de centenas de integrantes. Em março, um enfarte matou o fundador da organização marxista, Manuel Marulanda, o Tirofijo.

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