Uribe acredita que Betancourt esteja doente, e pede libertação imediata

Bogotá, 1º abr (EFE).- O presidente colombiano, Álvaro Uribe, disse que seu Governo acredita que a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), esteja doente, e que é preciso fazer todos os esforços para conseguir sua libertação imediata.

EFE |

Em entrevista concedida em Bogotá à rádio "Santa Fé", Uribe falou sobre Betancourt, que também tem nacionalidade francesa, depois do alerta feito nas últimas semanas sobre a piora em seu estado de saúde.

O presidente colombiano informou que o Governo do país sabe tanto quanto a população sobre a saúde de Betancourt, e disse que as informações foram obtidas pelas provas de sobrevivência da ex-candidata presidencial - a carta que escreveu e os testemunhos dos reféns libertados há pouco tempo.

Ao comentar os rumores das últimas semanas sobre o paradeiro e a saúde da política, que está em poder das Farc desde 2002, o chefe de Estado colombiano disse que "o Governo não teve nenhum tipo de confirmação" acerca de tais informações.

Uribe explicou que "tanto a Polícia Nacional quanto o Exército fizeram uma incursão bastante profunda nas matas do departamento de Guaviare nos últimos dias, mas que ainda assim não houve confirmação" das condições nas quais Betancourt se encontra.

O presidente colombiano lembrou que o compromisso de seu Governo é manter presença policial suficiente em Guaviare, onde Betancourt pode estar sendo mantida refém, para conseguir o que chamou de "localização humanitária".

"A localização humanitária se trata de localizar os seqüestrados, evitar o avanço de uma operação militar de resgate e, quando o lugar estiver cercado, chamar organismos humanitários nacionais e internacionais para entrarem e verem como a guerrilha libertará os seqüestrados", disse Uribe.

O chefe de Estado colombiano afirmou que é preciso "antecipar a libertação humanitária" dos seqüestrados pelas Farc.

Segundo Uribe, na última libertação unilateral de reféns, ocorrida no dia 27 de fevereiro, quando quatro ex-congressistas foram entregues, as Forças Armadas colombianas os localizaram, os acompanharam em seu percurso, mas terminaram decidindo não cercá-los.

"O Governo disse: 'se haverá uma libertação unilateral, é o que queremos; vamos dar garantias para isso'. E assim ocorreu", afirmou o presidente colombiano, para quem "o Governo nunca deixou de cumprir o que prometeu". EFE rrm/bba/gs

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