Uribe: a Colômbia compra armas por sua conflito interno, não por armamentismo

As armas compradas pelo governo colombiano são instrumentos para recuperar a ordem pública interna do país e não visam a uma corrida armamentista na região, afirmou nesta terça-feira o presidente Alvaro Uribe.

AFP |

"Desde que nosso governo começou, tomamos a decisão de dotar o país dos instrumentos para recuperar a ordem pública interna, sem pensar numa corrida armamentista", assegurou o presidente.

A declaração de Uribe coincide com o início, em Quito, da reunião dos ministros das Relações Exteriores e da Defesa da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), em um ambiente de desconfiança e tensão gerado pelo acordo militar da Colômbia com os Estados Unidos e as compras de armamento da Rússia pela Venezuela.

Além disso, a Bolívia está disposta a comprar material militar da Rússia, enquanto que o Brasil iniciou negociações para a compra de 36 aviões de caça franceses.

O encontro ministerial extraordinário dos 12 países visa a dissipar o ambiente de intranquilidade com o delineamento de medidas de confiança mútua e de segurança para a região, segundo o chanceler equatoriano Fander Falconí.

No entanto, a preocupação dominará a reunião, principalmente por parte do Equador e do Brasil diante dos recentes acordos.

pro/cn

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