Universidade dos EUA lembra vítimas de massacre 2 anos depois

Washington, 16 abr (EFE).- Estudantes, professores e funcionários da universidade Virginia Tech, nos Estados Unidos, lembraram hoje o segundo aniversário do massacre de 32 pessoas perpetrado por um aluno que cometeu suicídio em seguida.

EFE |

Em 16 de abril de 2007, o estudante sul-coreano Cho Seung-hui, portando duas pistolas, foi até um dormitório da universidade, próxima à cidade de Blacksburg, no estado americano da Virgínia, e matou duas pessoas.

Mais de duas horas depois, Cho chegou a um edifício de salas de aula, bloqueou as portas e o percorreu atirando contra estudantes e professores em uma incursão de quase 15 minutos, até que se suicidou.

O saldo de 33 mortos (incluindo o atirador) e 23 feridos fez com que o massacre da Virginia Tech fosse o segundo mais grave ocorrido em uma instituição educativa em toda a história dos EUA.

As comemorações de hoje se realizarão em torno do monumento inaugurado há um ano na universidade, no qual há lápides com os nomes das vítimas.

A comunidade universitária, estremecida pela violência, aprovou em 2007 uma declaração de "zona livre de armas de fogo" em todo o campus da Virginia Tech.

O ataque realizado por Cho Seung-hui, que passava por tratamento para controlar um grave transtorno de ansiedade, ocorreu oito anos depois do massacre do colégio de Columbine, no Colorado, quando dois jovens mataram 13 pessoas, feriram 24 e se suicidaram.

Cho, que tinha 23 anos e era filho de imigrantes sul-coreanos, deixou um vídeo gravado com queixas e denúncias contra entidades e pessoas não identificadas, no qual demonstrava se sentir vítima de desprezo e hostilidades que justificavam a ira motivadora de seu ataque.

O massacre na Virginia Tech conduziu a rápidas mudanças nas leis sobre aquisição, posse e porte de armas de fogo, que são bastante generosas no estado da Virgínia e que permitiram que o estudante, mesmo com antecedentes de distúrbios psiquiátricos, adquirisse duas pistolas automáticas.

Poucos meses depois, o Congresso dos EUA aprovou a primeira lei sobre controle de armas em mais de 13 anos e o então presidente George W. Bush a sancionou em janeiro de 2008. EFE jab/bba

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