Único capturado vivo em ataques a Mumbai se declara inocente

Nova Délhi, 6 mai (EFE).- O único terrorista capturado vivo durante os ataques a Mumbai (ex-Bombaim), de novembro de 2008, se declarou hoje inocente das 86 acusações pelas quais foi processado, entre elas de guerra contra a Índia, conspiração e assassinato.

EFE |

"As acusações são errôneas, não são aceitáveis para mim", disse o paquistanês Mohammed Ajmal Amir, conhecido como "Kasab", perante o tribunal especial que o julga em Mumbai, segundo a agência de notícias "PTI".

A corte, presidida pelo juíz M.L.Tahilyani, processou hoje Kasab por 86 das 312 acusações que enfrenta por sua suposta participação no atentado de Mumbai, no qual 166 pessoas morreram.

Embora, segundo os investigadores, Kasab tenha participado do assassinato de 72 pessoas antes de ser detido, no primeiro dos três dias do assalto a Mumbai, foi processado por todas as mortes dentro da acusação de conspiração.

Caso seja considerado culpado, o paquistanês enfrentará pena de morte.

Outras acusações contra Kasab são tentativa de assassinato, posse e uso de armas e explosivos, entrada na Índia sem passaporte válido, destruição de instalações ferroviárias, incêndio de hotéis, roubo de carro para cometer o atentado e uso de documento falso de identidade, segundo as agências indianas "PTI" e "Ians".

Kasab está sendo julgado junto aos cidadãos indianos Fahim Ansari e Sabahuddin Ahmed, acusados de conspiração para realizar o atentado, supostamente dando apoio logístico ao comando terrorista.

Ansari e Ahmed também se declararam inocentes perante o tribunal.

Segundo a acusação, Kasab foi um dos dez integrantes do comando terrorista do grupo caxemiriano com base no Paquistão Laskhar-e-Toiba (LeT) que aterrorizou Mumbai entre 26 e 29 de novembro de 2008.

O comando assaltou hotéis de luxo, uma estação de trem, um centro cultural judeu e bares e restaurantes no sul de Mumbai antes de ser dominado pelas forças indianas, que mataram nove dos terroristas.

Além dos três detidos e dos nove mortos, a Índia acusou do atentado 35 "foragidos" membros do LeT, que estariam no Paquistão.

EFE mb/rr

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