Unicef: Metade das crianças iraquianas não vai à escola por medo de atentados

Berlim, 18 jun (EFE).- Cinco anos após o começo da Guerra do Iraque, quase a metade das crianças iraquianas não vai à escola por causa da falta de infra-estrutura e de professores, assim como pelo medo de seus pais de possíveis atentados, denunciou hoje o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

EFE |

Por ocasião do Dia Mundial do Refugiado, o Unicef destacou em entrevista coletiva em Berlim que desde 2006 cerca de 850 mil crianças e suas famílias tiveram que deixar suas casas, situação que os priva do acesso à educação.

Tom Koenigs, membro da direção do Unicef na Alemanha, disse que há 2,2 milhões de refugiados no Iraque e países vizinhos, como Síria e Jordânia, dos quais a metade é de menores de idade.

Segundo informações do Unicef, 30% das crianças têm medo e sofrem de problemas de sono e falta de concentração.

Neste ponto, o Unicef reiterou que 55 milhões de restos de armas lançadas contra a terra durante a guerra ameaçam as crianças menores e denunciou que mais de 1.500 jovens iraquianos, que se uniram à resistência, foram presos.

O enviado especial do Unicef ao Iraque, Roger Wright, afirmou que o Governo iraquiano "ainda não é suficientemente forte" para proporcionar os "serviços essenciais à população", por isto a assistência internacional é "imprescindível".

A atriz britânica e embaixadora do Unicef Vanessa Redgrave pediu à opinião pública internacional o apoio a esta agência da ONU, "pois toda uma geração depende de seu trabalho".

Desde o início do conflito, em 2003, o Unicef trabalha no Iraque com a ajuda de 90 voluntários nacionais, conta com sedes em Basra e em Erbil, e atualmente realiza esforços para reabrir seu antigo escritório em Bagdá. EFE ira/wr/fal

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