Unicef liberta pelo menos 85 menores recrutados por milícias na RDC

Genebra, 3 fev (EFE).- A mediação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) permitiu a libertação, nos últimos dias, de 85 menores que tinham sido recrutados pelas milícias mai-mai na província de Kivu Norte, na República Democrática do Congo (RDC), anunciou hoje a organização.

EFE |

A porta-voz do Fundo, Veronique Taveau, informou que um primeiro grupo de 65 menores (entre eles duas meninas) foi libertado na quinta-feira e um segundo, com 20 menores (entre eles três meninas), recuperou a liberdade no domingo.

As crianças libertadas -todas elas de entre 7 e 17 anos- foram atendidas imediatamente por funcionários do Unicef e por seus parceiros no terreno, e levados a um centro para crianças desmobilizadas que a organização possui na cidade de Goma.

No local, recebem ajuda médica, psicológica e humanitária, acrescentou a porta-voz, que destacou que os menores estavam "famintos, traumatizados e aterrorizados".

O próximo passo, segundo Taveau, será "localizar suas famílias, o que nem sempre é fácil, porque às vezes se encontram em zonas do país aonde não é possível chegar por falta de segurança".

Outros dois mil menores ainda se encontram em poder das milícias congolesas em Kivu Norte, segundo os cálculos do Unicef.

A porta-voz disse que as libertações ocorreram como resultados de "contatos e negociações que vinham sendo realizadas há algum tempo", mas não deu mais detalhes sobre o teor destas gestões.

Taveau afirmou que a agência da ONU espera que "em dois ou três meses seja libertado um grupo muito significativo dos menores recrutados, talvez 1.500", e, em pouco mais de tempo, todos os sequestrados.

As agências humanitárias e o Unicef denunciaram em muitas ocasiões o recrutamento de menores na RDC tanto pelas milícias armadas quanto pelo Exército governamental.

As crianças são recrutadas para servir de soldados, enquanto as meninas terminam frequentemente sendo escravas sexuais para a tropa.

EFE vh/db

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