Unicef está preocupado com saída de menores do Haiti sem documentação

Nações Unidas, 22 jan (EFE).- O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) expressou hoje sua preocupação com a saída de crianças supostamente órfãs do Haiti sem contar com a documentação adequada ou sem que se tenham concluído os trâmites legais para sua adoção, disse em entrevista coletiva o porta-voz da agência da ONU, Christopher de Bono.

EFE |

O Unicef explicou que a população infantil haitiana, após o devastador terremoto do diz 12 de janeiro, precisa "receber assistência urgente onde se encontram, que é o Haiti".

Ele assegurou que o Governo haitiano foi informado da situação e continua investigando, por isso que aumentou a presença de agentes e a vigilância nos pontos de saída do país.

De Bono lembrou que a Convenção de Haia sobre a adoção internacional de crianças estabelece processos concretos para garantir que o bem-estar da criança seja prioritário quando se procura um novo lar para ela.

Por isso, qualificou de "prematuro" permitir a saída do país de menores em processo de adoção se não terminaram os trâmites ditados por lei.

"A Unicef se preocupa muito com a situação das crianças no Haiti, e em particular as que se viram separadas de suas famílias ou das pessoas que tinham sua guarda", acrescentou.

O terremoto de 7 graus na escala Richter que atingiu o Haiti ocorreu às 19h53 de Brasília do dia 12 de janeiro e teve epicentro a 15 quilômetros da capital, Porto Príncipe.

Em declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, disse que o número de mortos superará 100 mil.

Pelo menos 21 brasileiros morreram na tragédia, sendo 18 militares e três civis, entre eles a médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti. EFE jju/ma

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