Unicef doa 6,5 milhões de euros para o Zimbábue conter o cólera

Johanesburgo, 17 jan (EFE).- A diretora-executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Ann Veneman, anunciou hoje a doação de 6,5 milhões de euros para que o Zimbábue combata a epidemia de cólera que atinge o país desde agosto do ano passado.

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O dinheiro será entregue ao Ministério da Saúde para impulsionar os serviços na área que se encontram paralisados no país, como denunciou em dezembro o ministro da Saúde Pública, David Parirenyatwa.

O Zimbábue, que enfrenta uma grave crise econômica, sofre "uma escassez crítica de recursos na área de saúde, e os hospitais centrais, literalmente, não estão funcionando", disse Parirenyatwa, o que impede o tratamento de muitas pessoas com cólera.

Para Veneman, que visitou o Zimbábue durante três dias, "o surto de cólera é só a ponta do iceberg".

"A economia do Zimbábue está sendo derrubada pela maior inflação do mundo, que, segundo os últimos números, chega 231.000.000%, enquanto mais da metade da população depende da comida doada pelas organizações de ajuda humanitária", declarou a diretora do Unicef.

Além disso, "os centros de saúde fecharam suas portas e quando começar o novo ano letivo não há nenhuma garantia de que haverá professores suficientes para todos", acrescentou Veneman em uma entrevista coletiva.

O Unicef não só doará os 6,5 milhões de euros, como também, nos próximos quatro meses, ajudará na perfuração de mais de 100 poços nas regiões do Zimbábue em que falta água. EFE hc/sc

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