Unicef diz que lavar as mãos com sabão salvaria milhões de vidas

Genebra, 14 out (EFE).- Um fato tão simples como lavar as mãos com sabão antes de comer ou após ir ao banheiro reduziria à metade o número de mortes de crianças por diarréia, afirma o Fundo das Nações Unidos para a Infância (Unicef), que celebra amanhã a primeira edição do Dia Mundial de Lavagem das Mãos.

EFE |

Segundo esta entidade, 5.000 crianças com menos de cinco anos morrem a cada dia - 1,7 milhão por ano - por causa de doenças diarréicas perfeitamente evitáveis.

A metade destas mortes poderia ser evitada com o simples procedimento de lavar as mãos com sabão nos momentos chaves, disse a porta-voz do Unicef em Genebra, Veronique Taveau.

Lavar as mãos com sabão também pode reduzir a incidência de infecções respiratórias em 23% dos casos, entre elas a pneumonia, a primeira causa de morte de crianças com menos de cinco anos e que mata a cada ano 1,8 milhões pequeninos.

Considerando que lavar as mãos com sabão é "a intervenção mais efetiva e de menor custo" para evitar estas doenças, o Unicef lançou pela primeira vez o Dia Mundial de Lavagem de Mãos, que será celebrado amanhã em mais de 60 países em desenvolvimento, sobretudo na Ásia e na África, com diferentes atividades.

"O que estamos lançando é uma verdadeira batalha em nível planetário", declarou Taveau, que destacou o fato de "os protagonistas serem crianças".

"São eles que vão ensinar os adultos, seus pais, que um gesto simples como lavar as mãos com sabão pode salvar milhões de vidas", acrescentou.

Em inúmeros países africanos o Unicef organizou eventos em escolas, durante as aulas ou no intervalo entre elas, para mudar o comportamento e favorecer a lavagem das mãos antes das refeições e após ir ao banheiro.

Segundo as informações do Unicef, esta prática é muito menos freqüente do que se pensa. No mundo todo entre 0% e 34% são adeptos dela.

"Queremos que as atividades para ensinar esta prática sejam um momento lúdico, divertido e higiênico", declarou a porta-voz.

Por isto, os eventos vão desde a criação de clubes de saúde meio ambiental em colégios da Nigéria, onde as próprias crianças ensinarão sua comunidade as virtudes de lavar as mãos, até o projeto "pequenos doutores" que será desenvolvido na Indonésia. EFE vh/fal

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