Publicidade
Publicidade - Super banner
Mundo
enhanced by Google
 

Unicef diz que 228 menores são abusados sexualmente por hora na A. Latina

Panamá, 19 nov (EFE) - Um total de 228 meninos e, principalmente, meninas é explorado por hora na América Latina e no Caribe, denunciou hoje o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Nils Kastberg, diretor regional do Unicef para a América Latina e o Caribe, disse no Panamá por ocasião do Dia Mundial contra o Abuso Infantil que esta data lembra a inadiável necessidade de garantir o direito de meninas, meninos e adolescentes a gozar plenamente de seus direitos em um âmbito de proteção. É tempo de reconhecer a magnitude deste problema e atuar em conseqüência, e, no 3º Congresso Mundial contra a Exploração Sexual de Meninos, Meninas e Adolescentes que será realizado de 25 a 28 deste mês no Brasil, teremos a oportunidade de fazê-lo, acrescentou. No encontro no Brasil, representantes de mais de 150 países, Governos, sociedade civil, organismos internacionais e grupos de adolescentes se reunirão em busca de uma agenda com metas concretas a fim de acabar com esta problemática. Kastberg disse que a informação coletada de diferentes países da região da América Latina e do Caribe mostra que entre 70% e 80% das vítimas de abuso sexual são meninas, que na metade dos casos os agressores vivem com as vítimas, e, em três em cada quatro, são parentes diretos. Neste sentido, expressou que quando o abusador tem as chaves de casa, a sociedade não pode permanecer indiferente. É necessário um movimento de homens que rejeitem esta mal chamada masculin...

EFE |

Para o diretor regional do Unicef, a falta de informação sobre a situação pela qual passam milhões de crianças na região agrava ainda mais a situação, e pediu aos Governos que invistam em sistemas que permitam medir a dimensão desta problemática.

Na América Latina calcula-se que mais de dois milhões de meninos, meninas e adolescentes são explorados sexualmente por ano, segundo o Unicef, que cita dados do Instituto Interamericano do Menino, da Menina e do Adolescente (IIN) da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Kastberg considerou importante a ajuda financeira para as vítimas, já que "são muitas as mães que ainda, perante a certeza de um abuso cometido por seus próprios maridos, decidem calar perante a impossibilidade de sustentar o lar em caso de denunciá-lo".

No entanto, reconheceu que nos últimos anos houve avanços na região e vários países contam com planos de ação para a erradicação da exploração sexual infantil, dos quais quase todos prevêem penas para a produção de pornografia infantil.

Além disso, cada vez mais países lançam linhas de atendimento telefônico para as vítimas e promovem o compromisso do setor privado do turismo para gerar ações de prevenção, sustentou. EFE fa/db

Leia tudo sobre: iG

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG