Unicef denuncia rapto de meninas, desnutrição e cólera na RDC

Johanesburgo, 24 nov (EFE).- A Unicef denunciou hoje que a ajuda humanitária não está chegando à população infantil no leste da república Democrática do Congo (RDC), onde há informações de pelo menos 50 casos de rapto de meninas e se está registrando um notável aumento da taxa de desnutrição e surto de cólera.

EFE |

Em comunicado, o porta-voz do Unicef para o leste do Congo, Jaya Murthy, diz que "não se pode continuar assim", enquanto ressalta que os últimos dados de que dispõe apontam o seqüestro de "mais de 50 meninas em Haut-Uélé para ser utilizadas, com toda probabilidade, como escravas sexuais".

Também explica que a taxa de desnutrição infantil aumentou em 55% no leste da RDC nos dois últimos meses, pelo que exige dos grupos armados que "assegurem um acesso imediato da ajuda à população afetada, especialmente as crianças, em situação de extrema vulnerabilidade".

Além disso, o perigo do cólera aumentou, sobretudo nos arredores de Rusthuru, na província de Kivu Norte, ocupada pelos rebeldes, "onde já se detectaram 433 casos desde na semana passada e o risco segue aumentando", diz Murthy.

Também em Haut-Uélé, as comunidades locais "expulsaram os refugiados que chegam fugindo do conflito, sob acusações de roubos e violência".

A Unicef "continua trabalhando no local, fornecendo vacinas, alimentos, água e latrinas a mais de 135 mil pessoas" e manifesta "sua preocupação pelo perigo que correm as famílias às quais não se pode chegar por falta de segurança, que constituem um número desconhecido e cujos integrantes mais vulneráveis são as crianças", indica a nota. EFE cho/jp

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