Os países da União Européia querem mais tempo antes de aprovar novas sanções contra o Irã, apesar da impaciência dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha para endurecer o tom contra o regime islamita acusado de querer fabricar uma bomba atômica.

"Não, a decisão não foi tomada hoje", assegurou o Alto Representante da UE para a Política Externa, Javier Solana, após uma reunião de chanceleres dos 27 Estados-membros em Luxemburgo, onde se tratou da questão nuclear iraniana.

Deste modo, Solana contradiz informações de um conselheiro do presidente americano George W. Bush e declarações do premier britânico Gordon Brown.

O conselheiro Nacional para a Casa Branca, Stephen Hadley, havia afirmado pouco antes que os chanceleres da UE haviam anunciado novas sanções contra o Irã nesta segunda-feira.

Por sua vez, o primeiro-ministro Gordon Brown assinalou, em entrevista à imprensa junto com o presidente Bush, que a Europa ia "chegar a um acordo para tomar novas sanções contra o Irã".

Os países da UE já haviam indicado no fim de maio que estavam prontos para aprovar sanções contra o Irã, por exemplo, contra o grande banco comercial iraniano Melli Bank, fechando seus escritórios europeus de Hamburgo, Paris e Londres.

Essas sanções estão "prontas" para serem aprovadas, repetiu nesta segunda-feira a porta-voz de Solana, Cristina Gallach. Mas a UE decidiu "esperar um pouco mais" para aprovar essas medidas, enquanto aguarda resposta de Teerã à oferta de cooperação apresentada no sábado por Solana, em nome das seis grandes potências - Estados Unidos, Rússia, Grã-Bretanha, França, Alemanha e China.

As negociações com o Irã estão condicionadas à suspensão por parte de Teerã do enriquecimento de urânio.

Essa exigência foi objeto de quatro resoluções do Conselho de Segurança da ONU, três delas acompanhadas de sanções.

cat-mar/fb

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.